A família tipográfica Affair constitui um exercício de arqueologia gráfica emocional. Originada de uma “pós-imagem” encontrada em um livro sobre lettering da década de 1950 em uma biblioteca de Nova York, a fonte representa o ápice de um processo de sedução visual que transcende o aspecto técnico. Do ponto de vista acadêmico, a Affair se destaca por sua capacidade de reconstruir um sistema alfabético complexo a partir de uma amostra mínima e degradada, na qual a intuição do designer atua como motor da expansão morfológica. É uma obra que documenta a “loucura otimista” do tipógrafo: a crença de que, em um mundo fragmentado, a busca pela beleza intrínseca em uma curva ou em um swash é um ato de resistência e esperança.
Reconhecimentos e Prêmios
2006
Bienal de Tipografía Latinoamericana. Selección
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