A família tipográfica Evergreen, fruto da colaboração entre Koziupa e Paul, apresenta-se como uma exploração da morfologia fitomórfica aplicada ao design de caracteres. O sistema afasta-se da rigidez geométrica para adotar traços que imitam a fluidez e o crescimento orgânico da natureza. Essa proposta não se limita à estrutura alfabética, mas integra um ecossistema de elementos ornamentais — borboletas e motivos florais — que funcionam como uma extensão semântica do texto. Do ponto de vista acadêmico, a Evergreen representa uma resposta ao Zeitgeist atual, em que a busca pelo local e pelo orgânico se traduz em uma identidade tipográfica vibrante e coesa, ideal para projetos de identidade visual que buscam evocar sustentabilidade, vitalidade e uma conexão intrínseca com o ambiente natural.