A família tipográfica Hopfen representa o ponto culminante de uma longa pesquisa sobre a tipografia alemã de meados do século XX, especificamente a obra de Bentele. Enquanto projetos anteriores, como o Semilla, exploravam a fidelidade histórica, o Hopfen propõe uma evolução pragmática, transportando o gesto caligráfico para um sistema de design versátil com cinco pesos. Do ponto de vista acadêmico, a fonte se destaca por sua capacidade de conciliar a fluidez do traço manual com a rigidez necessária à tipografia de peso elevado. Este projeto representa uma “ponte temporal” que dota a expressividade do passado de uma infraestrutura técnica moderna, permitindo que a lírica da rotulagem clássica se integre naturalmente em suportes tão diversos quanto a identidade corporativa de cervejarias ou a cartografia cinematográfica contemporânea.