A Coleção Charles Bluemlein Script constitui um documento histórico inestimável sobre a era de ouro da caligrafia manual nos Estados Unidos (1930-1945). Em um período em que mais de 200 profissionais atuavam em Nova York, a metodologia de Bluemlein destacou-se por sua natureza experimental: a análise de assinaturas autênticas para a síntese de alfabetos completos. Do ponto de vista acadêmico, essa coleção representa a resistência do gesto humano diante da iminente padronização da fotocomposição. A digitalização da Sudtipos não apenas preserva os nomes fictícios originalmente atribuídos nos catálogos da Higgins Ink, mas também amplia o sistema para atender às exigências do design contemporâneo, mantendo a vibração do metal e da tinta no plano dos vetores.