A Coleção Charles Bluemlein Script constitui um documento histórico excepcional que captura a efervescência da caligrafia manual nos Estados Unidos entre 1930 e 1945. O projeto baseia-se em uma metodologia singular: a reconstrução de alfabetos sistemáticos a partir da morfologia de assinaturas reais, um processo que resultou na criação de identidades gráficas completamente novas e na atribuição de nomes fictícios para sua catalogação na Higgins Ink. Do ponto de vista acadêmico, a coleção representa uma “aventura caligráfica” que preserva um ofício hoje extinto, transformando o traço biométrico da assinatura em um sistema tipográfico funcional. A curadoria de Alejandro Paul e da Sudtipos revive essa herança, permitindo que a elegância da Nova York pré-guerra habite com autenticidade o design contemporâneo.