Três anos após o lançamento da Semilla, Alejandro Paul retoma a obra do letterer alemão Bentele para propor uma nova síntese formal: a Bowling Script. Esse projeto vai além da mera digitalização, situando-se no campo da revisão historiográfica pessoal. A fonte reconhece que a história do design não é um objeto estático, mas uma narrativa maleável, filtrada pela subjetividade do autor e pelo contexto cultural atual. A Bowling Script se afasta da rigidez documental para oferecer uma interpretação mais fluida e exuberante, demonstrando que um mesmo referente histórico pode dar origem a realidades tipográficas divergentes, dependendo do ângulo de observação — técnico e emocional — a partir do qual é abordado.